segunda-feira, 14 de abril de 2014

NOÉ

Crítica:

O tão esperado filme de Darren Aronofsky chegou às telas no ultimo fim de semana com a pompa de ser uma das maiores obras cinematográficas em termos de bíblia, já produzidas.               Com um orçamento milionário, efeitos especiais de primeira linha e um time de atores top. O inicio é perfeito. Com Russell Crowe (gladiador) no papel do Noé, Jennifer Connely, Emma Watson e outros bons atores, o filme quase emplaca, quase...                                                                                                                               É impossível julgar esse filme de um modo geral, como se trata de uma história bíblica, temos que analisá-lo separadamente: ficção x religioso .                                                                                  
Do ponto de vista religioso, o filme não tem nada a ver com a bíblia em vários pontos.  A começar sobre os anjos “caídos”, que ficam com pena de Adão e Eva após serem expulsos do paraíso e se rebelam contra o Criador, descendo para a terra para ajudá-los. E como se não bastasse, quando chegam na terra são aprisionados em um corpo de pedra e que lembram muito os transformes. E antes da inundação pedem perdão ao criador que imediatamente os perdoa.
Outro fato interessante é que Noé não tem um contato direto com Deus, tudo se dá, através de sonhos, o que é aceitável. Mas aí aparece Matusalém, que parece o Mestre dos magos da serie de desenhos Caverna do dragão, como se fosse um tipo de profeta, indicando a Noé o que ele realmente deveria fazer. No mais temos esses anjos (transformes) ajudando a construir a arca, tentativa de invadir a arca, a revolta de Cão (Cam no filme) filho do meio de Noé, um invasor dentro da arca e um Noé bom de briga e logo depois perdido em sua própria missão.
Do ponto de vista ficção, é um bom filme, bons efeitos, bons diálogos e bons atores fazendo esses diálogos, porém o filme não encanta e nem surpreende. E nem da vontade de querer assistir de novo. Assistir em 3D é bobagem, serve apenas para torrar seu dinheiro.
O único sentimento ao terminar o filme, é que poderia ser mais, mais intenso e mais fiel a bíblia. Restando apenas uma pergunta:

Com tantas adaptações de livros para as telonas, porque é tão difícil adaptar uma história da bíblia que realmente encante?